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SocioAmbiental

Gestão Social

Uma atuação responsável, que considere os interesses econômicos do negócio em harmonia com o desenvolvimento social e ambiental sempre foi uma das premissas básicas do Grupo Energisa em seu cotidiano.

Em 2009, o Grupo deu continuidade a todas as suas ações no campos da responsabilidade social e da gestão ambiental e foi novamente reconhecido com a conquista, pelo sétimo ano consecutivo, do Troféu Responsabilidade Social, conferido pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica).

Dentro dessa premissa, o Grupo criou em 1985 a Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, entidade que dirige as ações sociais das empresas do Grupo, focada na produção e valorização da cultura e da educação no Brasil como instrumento de desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens.

A Fundação mantém o Centro das Tradições Mineiras (CTM) em Cataguases (MG), onde desenvolve o projeto Café com Pão Arte Confusão, referência de arte-educação, que atende a 400 crianças oriundas de famílias de baixa renda com a realização de oficinas de artes plásticas, dança contemporânea, folclórica e de rua e aulas de percussão, capoeira, artesanato, teatro e curso de modelo. Os alunos mais talentosos recebem bolsa de estudo para cursos profissionalizantes nas áreas de dança e teatro. O projeto oferece também cursos de trabalhos manuais para mulheres da região, visando a colaborar na complementação de renda de famílias carentes.

Além da Fundação, o Grupo Energisa promove diversas outras iniciativas em linha com esse objetivo, como por exemplo, os patrocínios culturais, que ajudam a viabilizar projetos em que se entrelaçaram a dimensão da cultura e do desenvolvimento econômico.

Em 2009, o Grupo apoiou a realização do 1○ Festival Ataulfo Alves de Samba e Culinária de Botequim na cidade de Miraí, em Minas Gerais, evento que comemorou o Centenário de Ataulfo Alves, genial sambista mineiro, e reuniu mais de 8.000 pessoas. Ao mesmo tempo em que promoveu um concurso para novos sambistas, a Energisa organizou a área gastronômica do evento em parceria com a Associação Comercial em Miraí e o Sebrae Minas, reunindo bares e restaurantes da cidade, dinamizando, assim, a cena econômica local.

Em linha com esse projeto, realizou a 4a edição do Festival de Cultura e Gastronomia de Piacatuba, também na Zona da Mata mineira, que reuniu grandes nomes da viola caipira e celebrou a simplicidade e o encanto do modo de vida rural. O evento, já consolidado, reflete-se em todo o distrito e é diretamente responsável pela revitalização econômica de Piacatuba, que hoje conta com bares, restaurantes e pousadas abertos a partir da realização do primeiro Festival.

O ano de 2009 marcou também a inauguração de um novo espaço cultural mantido pela Energisa, a Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, na cidade de Leopoldina (MG). Trata-se de um espaço dedicado à literatura infanto-juvenil, que conta com um Centro de Referência do Professor e promove cursos e palestras objetivando a melhoria do ensino na escola pública, colaborando assim com a formação continuada de mestres.

Na Paraíba, a Energisa patrocinou a 4a edição do Cineport - Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa, evento que reuniu mais de 30 mil pessoas e que colabora para o relacionamento do Brasil com os demais membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Além de dinamizar a produção cinematrográfica do estado da Paraíba, o Cineport também coloca sua capital, João Pessoa, no mapa internacional da cultura.

Gestão ambiental

A Energisa tem consciência dos impactos de suas atividades no meio ambiente e desenvolve sua gestão ambiental com foco em minimizá-los, garantindo a preservação ambiental e a sustentabilidade do meio em que está inserida.

Nesse sentido, o Grupo observa aspectos ambientais desde a implantação de suas redes de distribuição, conforme apresentado abaixo:

Implantação de redes de distribuição - gestão ambiental

Redes isoladas

 Uso de cabos isolados nas redes onde a arborização poderia ser mais afetada pelo contato com a baixa tensão energizada.
Vãos dimensionados de maneira a preservar o equilíbrio ecológico.
 Uso de cabos protegidos nas redes de média tensão que têm proximidades com arborização, evitando podas indesejáveis.

Redes e linhas

 Estudo de impacto ambiental nas extensões de redes e linhas que passam em regiões de mata ou outro tipo de área de preservação permanente.
 Definição de eventuais medidas mitigadoras e/ou compensatórias a serem implementadas à sua execução, conforme previsto nas normas adotadas pela Companhia e nas Normas Brasileiras de Distribuição.

Adicionalmente, a Energisa atua com o poder público municipal, para incluir a compatibilidade com a arborização no planejamento de obras, e também com universidades e órgãos do meio ambiente no apoio a treinamento de procedimentos adequados para poda de árvores.

Para garantir uma atuação ambientalmente responsável em todas as atividades de sua operação, o Grupo realizou, em 2009, a implantação de um sistema de gestão ambiental nos moldes da ISO 14001 em todas as empresas controladas pelo Grupo, além de um sistema de gestão nas áreas de Saúde e Segurança do Trabalho segundo a norma OHSAS 18001.

Esses sistemas são um importante passo na evolução da gestão do Grupo, já que fornecem os subsídios necessários ao adequado monitoramento dos aspectos socioambientais e de saúde e segurança.

Além dos cuidados despendidos na implantação, manutenção e operação de sua estrutura, o Grupo estuda continuamente a viabilidade técnica para implantação de novas tecnologias de geração de energia proveniente de fontes de energia alternativas e renováveis - eólica e biomassa -, que têm menor impacto no meio ambiente.

Energisa constrói nova sede regional em Patos

Projeto inteligente contempla conforto com eficiência energética e sustentabilidade

Situada às margens da BR 230, no Km 332, bem próximo à entrada da cidade de Patos, no sertão da Paraíba, a nova sede foi projetada para oferecer conforto, praticidade e sustentabilidade. São 1.902,20 m2 de área construída, num terreno de 10 mil m2, onde foram utilizados materiais biodegradáveis, renováveis, reutilizáveis e recicláveis. Uma inovação e um modelo a ser seguido. Do piso ao teto, tudo foi projetado segundo normas internacionais de sustentabilidade.

O objetivo da construção sustentável é buscar satisfazer às necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras. A nova sede terá processos para reduzir a produção de esgoto e lixo; o equipamento de ar-condicionado utilizará gases ecológicos; toda madeira utilizada tem certificação de reflorestamento; os tijolos são de cimento prensado, sem utilização de forno no processo de fabricação; e as telhas são de alumínio reciclado com preenchimento de poliuretano, possibilitando a proteção térmica e acústica do ambiente de trabalho.

Existem detalhes que foram projetados para preservar o meio ambiente e manter a satisfação de quem frequenta as instalações, como o uso de tintas à base de água com baixa emissão de COV (Compostos Orgânicos Voláteis), vernizes e resinas vegetais à base de água, solventes atóxicos e textura mineral à base de silicato de potássio.

As torneiras terão fechamento automático e sensor infravermelho de presença e as válvulas de descarga terão duplo acionamento para economia de água. A nova sede também conta com um sistema de captação de água de chuva, para irrigação de jardins e descarga sanitária. Nas áreas externas, o piso será de grama, sem uso de cimento, para que a água infiltre no solo e não o impermeabilize.

Com a nova sede regional, a Energisa inova e reafirma a sua filosofia de respeito e compromisso com o meio ambiente, e com a sustentabilidade, em benefício de seus colaboradores e das comunidades onde atua. A inauguração está prevista para o final de junho próximo.

Conscientização e educação ambiental

Consciente da importância de ações conjuntas para a garantia da sustentabilidade do meio ambiente, o Grupo Energisa desenvolve campanhas e ações para conscientização e educação ambiental de seus profissionais, fornecedores e comunidades dos locais onde atua:

 Eficiência Energética: campanhas de educação da população quanto ao uso racional e eficiente da energia elétrica e ações para redução do consumo como a substituição de lâmpadas, doação de equipamentos eficientes, adequação das instalações elétricas internas e, em casos específicos, implantação do padrão de entrada em comunidades de baixo poder aquisitivo.

 Redução de consumo: campanhas de educação com base nos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar), que incentivam o consumo consciente dos recursos naturais, por meio da distribuição de cartilhas e palestras nas escolas - Dia da Água e Semana do Meio Ambiente - e da divulgação interna por meio da intranet, da proteção de tela dos computadores e da fixação de adesivos e cartazes pela empresa.

Resíduos

O Grupo conta com procedimentos específicos para manuseio, transporte e destinação final de resíduos, a fim de garantir sua correta disposição ou tratamento e mitigar possíveis impactos no meio ambiente.

Procedimentos também são observados na gestão dos resíduos perigosos gerados em sua operação, sendo os principais os óleos isolantes utilizados em seus equipamentos e o óleo lubrificante industrial. O óleo lubrificante passa por recuperação, podendo ser reutilizado, enquanto os óleos isolantes são analisados sistemática e permanentemente por amostragem para identificação e eliminação de possíveis indícios de askarel e/ou impurezas.

Outro relevante resíduo sólido derivado de sua operação são as lâmpadas existentes na infraestrutura de iluminação pública, para as quais o Grupo possui procedimentos para descarte controlado, que variam entre lâmpadas de vapor de sódio, vapor de mercúrio e fluorescente.

Em todas as suas instalações próprias, o descarte de lâmpadas segue os mesmos procedimentos, enquanto na sede é realizada também a coleta seletiva dos demais resíduos gerados.

Reflorestamento e preservação

O Grupo atua na preservação dos recursos naturais nas regiões onde está presente por meio da Energisa Geração, que desenvolve um programa de reflorestamento de usinas hidrelétricas, pelo qual já foram plantadas - desde 2007 - cerca de 350 mil árvores nativas em uma área de 435 hectares, e com a criação de duas RPPN (Reservas Particulares do Patrimônio Natural), descritas abaixo:

 RPPN Usina Maurício: criada em 1999, com o reconhecimento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), é formada por 313 hectares, sendo 280 hectares de Mata Atlântica original, localizados no município de Itamarati de Minas (MG).

 RPPN Usina Coronel Domiciano: criada em 2000, com o reconhecimento do IEF (Instituto Estadual de Florestas), é formada por uma área de preservação de 212 hectares de Mata Atlântica, localizada nos municípios de Muriaé e Rosário da Limeira (MG).

    

RPPN Usina Maurício

Localização: municípios de Leopoldina e Itamarati de Minas
Área: 313 hectares
Vegetação: Mata Atlântica
Reconhecimento pelo Ibama em 1999
É parte integrante da RPPN o prédio da primeira usina hidrelétrica inaugurada pela Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina em 1908, hoje transformada em Museu Vivo da Eletricidade




RPPN Usina Coronel Domiciano

Localização: municípios de Muriaé e Rosário da Limeira
Área: 212 hectares
Vegetação: Mata Atlântica
Reconhecimento pelo IEF em 2000
É parte integrante da RPPN o prédio da usina hidrelétrica PCH Coronel Domiciano, inaugurada em 1918

Investimentos em meio ambiente

Em 2009, o Grupo investiu R$ 16,3 milhões em meio ambiente, sendo R$ 4,6 milhões destinados a programas e projetos externos e R$ 11,7 relacionados à operação da Companhia.

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