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Harmonizando vidas: a jornada transformadora da Orquestra Jovem de Sergipe

Orquestra celebra 10 anos promovendo a inclusão através da música, com o apoio contínuo da Energisa

Publicada em: 08/05/2024

 Categoria:

 Sustentabilidade

 Região: 

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Sergipe

Cultura, Patrocínio

A música é uma linguagem universal que transcende barreiras culturais e sociais. Aprender a tocar um instrumento não apenas desenvolve habilidades artísticas, mas também capacita os alunos a se expressarem de maneira única e autêntica, incentivando a inclusão social e profissional. É nesse contexto que a Orquestra Jovem de Sergipe se destaca como um exemplo brilhante de como a música pode unir comunidades e proporcionar oportunidades para jovens de diferentes origens. Com o apoio da Energisa Sergipe desde a sua fundação, a orquestra tem se destacado como um agente transformador na vida de mais de 600 crianças e adolescentes que já passaram pela orquestra ao longo desses anos.

O aprendizado musical estimula a expressão criativa, o trabalho em equipe e a autoconfiança, inspirando o desenvolvimento pessoal e social dos participantes. Além disso, a orquestra serve como um importante canal para fortalecer os laços comunitários e construir um ambiente mais inclusivo e culturalmente diversificado em Sergipe.

 Para a Energisa, é uma honra apoiar a Orquestra Jovem de Sergipe, que há 10 anos tem mudado a realidade dessas crianças e adolescentes, impulsionando sonhos e trazendo a esperança de um futuro melhor. Com a parceria do Instituto BANESE, temos contribuído de forma relevante com este trabalho social que vem mudando a realidade de mais de 600 crianças e jovens, viabilizando a inclusão social através da música e contribuindo para a formação de futuros cidadãos do bem”, disse Roberto Currais, diretor-presidente da Energisa Sergipe.

Um desses jovens é o professor e estudante de música Esdras Goes, de 21 anos. Esdras entrou na orquestra no ano de sua fundação em 2014, com apenas 11 anos. Não conhecia o que era uma orquestra nem o que era a música clássica, se apaixonou por esse universo e hoje é professor de violino da OJSE.

Lembro que um amigo me falou que tinha aula de música na orquestra e eu fui querendo aprender teclado. Nunca nem tinha visto um violino. Quando fiz alguns testes de aptidão musical e vi os professores tocando, fiquei encantado com o som do violino e decidi que aquele seria o meu instrumento”, conta Esdras.

Esdras Goes, violinista e professor da OJSE
Esdras Goes, violinista e professor da OJSE

 

A vivência dentro do projeto não ensinou apenas música para Esdras, abriu caminhos para muitas outras atividades e o ajudou em outros aspectos de sua vida, como na escola, por exemplo, contou o músico que hoje é aluno de licenciatura musical na Universidade Federal de Sergipe.

 

Quando entrei na orquestra, eu era um pouco desleixado na escola, mas a disciplina musical e o amor pela música me fizeram entender a importância da dedicação nos estudos, como isso pode mudar a vida da gente. Conheci muitas pessoas na orquestra, que sempre me incentivaram, além de terem aberto muitos caminhos para mim. Pude ir até o Rio de Janeiro conhecer a Orquestra Jovem do Rio. Viajar com a música é maravilhoso! Hoje, eu sonho em estudar no exterior, um sonho que Orquestra Jovem me mostrou que é possível”, disse Esdras.

Outro exemplo é a aluna de viola Layanne Rocha, que também teve a vida transformada pelo projeto. Integrante do projeto desde 2018, ela também chegou à orquestra acompanhando uma amiga, pensava em tocar violino, passou pelo coral e acabou ficando com a viola.

Um professor uma vez me disse quem não é a gente que escolhe o instrumento, é o instrumento que escolhe a gente. Fui escolhida pela viola. Através dela, eu consigo me expressar de forma muito diferente, aprendi uma nova maneira de dialogar com o mundo à minha volta. Dentro da orquestra, entre equipe e alunos, eu fiz amigos para a vida toda”, conta Layanne.

Layanne Rocha, aluna de viola da OJSE
Layanne Rocha, aluna de viola da OJSE

 

Para quem diz que a música não é uma carreira rentável e que não traz futuro, Layanne vai provando o contrário. Agora aos 21 anos, ela começou a dar aulas de viola em uma escola de Aracaju. Em julho deste ano, ela viaja para Campinas para participar de um congresso internacional de viola. Cheia de sonhos e ideias, ela quer seguir tocando cada vez mais e passando adiante aquilo que aprendeu.

 

Sempre quis ser professora. Achava que eu seria professora de história, mas agora tenho certeza de que será de música. Aprendi muito na orquestra, não só canto e a viola, mas aprendi a me conhecer melhor e a trocar com outras pessoas. Lembro que desde o início a Ada Lacerda, minha professora de coral, e o maestro Marcio Bonifácio, me olharam com muito acolhimento, um olhar de incentivo. Esse é o olhar que quero passar para os meus alunos daqui para frente”, disse Layanne.

Para celebrar os 10 anos, foi realizado no mês de março deste ano, pela Orquestra Jovem de Sergipe, um concerto comemorativo no Teatro Tobias Barreto. O repertório foi todo baseado na trajetória musical do projeto e na evolução pela qual seus integrantes passaram. Obras de Beethoven, Vivaldi e Villa-Lobos estavam entre as peças executadas no espetáculo, que fluiu do erudito ao popular.

A Orquestra Jovem de Sergipe funciona no bairro de Santa Maria, em Aracaju e atende atualmente 260 jovens, proporcionando iniciação e aprimoramento musical através do estudo de instrumentos de cordas, sopros, percussão, canto coral e musicalização. Se você tem interesse em conhecer e participar do projeto, pode entrar em contato através do perfil da orquestra no Instagram @orquestrajovemdesergipe.

Seleção de fotos da apresentação da OJSE

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